O prefeito foi um dos convidados
4 DE JUNHO DE 2008 – 10h05
Quem foi assistir ao show de Dominguinhos, com a participação especial da Orquestra Sanfônica de Aracaju e convidados de primeira linha da Música Popular Brasileira, saiu do Teatro Tobias Barreto (TTB) carregando na mala saudade, emoção e certezas. O discípulo, que inovou a arte do mestre Luiz Gonzaga, presenteou o público com belos arranjos, acordes inspirados e aquela simplicidade de homem do interior tão própria de uma geração de músicos com a alma fincada no sertão nordestino.
O prefeito Edvaldo Nogueira reafirmou seu compromisso de seguir contribuindo para a valorização e a preservação da cultura de sergipana. ”O fórum foi justamente criado para que pudéssemos embasar teoricamente os debates, contribuir para a formação do público, disseminar o forró e estudar os grandes artistas que fazem desse gênero tão rico e universal. Por isso, resolvemos instituir esse evento na agenda cultural de Aracaju e do Estado de Sergipe”, argumentou.
A programação de abertura começou com o debate sobre a importância de Dominguinhos nas obras do professor, compositor e parceiro Climério, de Teresina (PI), e dos cantores e compositores Silvério Pessoa e Anastácia, que falaram das suas ligações pessoais com a música e das influências que receberam do maior discípulo vivo de Luiz Gonzaga. Coube o papel de mediador ao professor e estudioso da cultura popular, José Paulino. O público teve a oportunidade de participar ativamente e fazer perguntas tanto para os convidado quanto para a estrela da noite.
“Estou muito feliz de estar aqui hoje e reencontrar grandes amigos. Essa é uma noite memorável em minha vida. Nunca tinha conversado com o público diretamente assim num simpósio e só tenho a agradecer. Vivi em Aracaju nos anos 60, no tempo das vacas magras, e andava por aí tocando com Gerson Filho, Clemilda e Luiz Gonzaga. Foi aqui que coloquei letra numa primeira música com Anastácia, ali no Jaques Hotel, e descobri que era compositor”, lembrou Dominguinhos.
O parceiro Climério Ferreira traduziu a importância do amigo em sua vida com um depoimento poético. ,”Dominguinhos representa muito para mim. É como se eu estivesse andando num chão quente, descalço, e, de repente, colocasse os pés num riacho. Esse é um artista que faz uma música universal, um verdadeiro orgulho da cultura do Nordeste”.
fonte: Vermelho on-line
