Parceiros

Rompendo as entranhas do chão

 

 

 

 

 

Outras importantes informações sobre a trajetória poética- musical de Climério Ferreira e seus irmãos poderão ser obtidas após a divulgação do texto ainda inédito de autoria de Magno Cirqueira Córdova, pós-graduado em história pela Universidade de Brasília, autor de Rompendo as entranhas do chão – Cidade e Identidade de Migrantes do Ceará e do Piauí  na MPB dos Anos 70.

 Segundo Magno ” A entrada dos irmãos Ferreira no mercado nacional de discos indica o novo caráter que domina o discurso de identidade do grupo do Ceará. Clodo, Climério e Clésio surgem como um grupo autônomo próximo ao Pessoal do Ceará. Quando o São Piauí chegou às lojas de discos eles já haviam ganhado voz em parcerias com os companheiros, nos discos desses. Canções que ganharam destaque através do reconhecimento de público e da crítica e que teriam legitimado a gravação do primeiro LP: “Ponta do Lápis” (Clodo e Rodger) foi gravada por Ney Matogrosso e Fagner, em um compacto simples; “Corda de aço” (Clodo e Fagner) e “Conflito” (Climério e Petrúcio Maia) foram gravadas no disco Raimundo Fagner, de 1976; e “Estaca Zero” (Climério e Ednardo) foi levada ao Berro, de Ednardo, em 1976. Estavam configurados, naquele início da etapa paulista quatro tipos de parcerias diferenciadas entre eles. Se por um lado os irmãos Ferreira surgiam como colaboradores no trabalho do grupo do Ceará, por outro já possuíam maturidade suficiente para lançar seu trabalho no mercado nacional de discos de forma autônoma. O lançamento do São Piauí desencadeou uma trajetória que teve seis discos gravados pelo trio.

…É sintomático que o disco de Clodo, Climério e Clésio chame-se São Piauí, uma referência clara ao processo de migração, de dupla identidade, evocada no encontro entre os dois estados: São Paulo e Piauí. Que, na verdade, pode ser tomado como sugestão a um ponto eqüidistante posicionado entre esses dois estados: o Planalto Central. A música que dá título ao disco é uma parceria entre Climério e Bê, um piauiense e outro paulista:

Vem comigo menina/ vem comigo praquí/ pra São Paulo/ pra São – pulo – vem pra São Piauí…”

 

 

Entre os principais parceiros de Climério encontramos nomes consagrados como Ednardo e Dominguinhos. Encontramos  também os irmãos Clodo e Clésio.

O próprio Climério cita na contra-capa do seu mais recente livro “Pretéritas Canções” seus parceiros atuais, a quem são destinadas as letras do livro – além de Clodo, Clésio, Ednardo e Dominguinhos, elas são destinadas aos parceiros Naeno, Antonio Adolfo, Antono Celso Duarte, Passoca, Celso Adolfo, Lázaro do Piauí, Netinho da Flauta, Julio Medeiros, Aloísio Brandão, Petrúcio Maia, Evelise Fernandes e outros.Nas próximas atualizações outros nomes certamente serão lembrados.

 

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