SONETO


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SONETO (VIII)
 
 
Recordo ainda …e nada mais importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre ,de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta…
  
Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…
 
Estrada afora após segui…Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:
 
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino…acreditai…
Que envelheceu, um dia, de repente!…
 
 
(Mário Quintana – Rua dos Cataventos)

 

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